Sobre

Todo texto guarda uma motivação egoísta. Há os poemas prontos para seduzir, os panfletos políticos, autoconvecimento, reafirmações, o gozo com a linguagem… Quase tudo que escrevo vem da necessidade de firmar em matéria – caneta encostando no papel cada sílaba até formar o significado – o que eu aprendo distraída. O que me move à escrita? Tentativa (arrogância necessária) de ser um degrauzinho na percepção, de que eu não descreva minha verdade, mas que eu a perca e busque e pratique o exercício que é a aprendizagem.

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